Shoe cabinet

domingo, 4 de maio de 2014

o sapato amarelo

Outra vez o sono maldito que não chega
mais um rosto. outro perfume.
outra volta neste carrocel já ferrugento
outro copo partido.
Vou deixar de ter tanto cabelo
de ser desejo. publicidade enganosa.
o meu meu mundo é resumido e acre
consequência dos meus desvios.
Outro perfume. a mesma história. o mesmo odor
a nada. Abandono!
a felicidade perfeita também me aflige. corta-me as veias.
sangro ao ver todo este circo que deveria ignorar.
a vida faz mais sentido em palavras. com pontos finais.
frases curtas que nada mais devem acrescentar
Limpei a casa toda e organizei o nosso ninho
pensei que te fizesse feliz
Mas nem assim
 Não quiseste voltar
a vontade de fuga de dias assim fala sempre mais forte
E como eu te entendo...
Também eu respiro assim. mas fiz-me diferente.
e já não aceito um regresso
é penoso demais
os meus pulmões ganharam vontade própria
recusam-se a voltar a sofrer
a acompanhar o meu estomago. sedento de azia e despeito
o meu estomago que nunca dá tréguas. e me tenta  matar lentamente

Não vou voltar a ser palavra. nem ponto final.
não vou voltar aos meus fantasmas
nem sequer saber dos teus
o limite de uma loucura em pequenas letras... o ponto final de todos os pontos
o ponto que nos asfixia a alma. e nos controla todos os sentidos.
o ponto dos pontos . O ponto.

volto a não conseguir dormir. não por falta de sono.
mas porque agora és tu. a tua insónia, os teus pesadelos, a tua angustia... a tua ausência
abrir todas as feridas mais uma vez e esperar que tudo isto passe.
os teus tormentos. a minha vida ao contrário... de novo. o sapato apertado
o sapato. o engano e o medo
o medo dos dias e a fuga
a fuga constante deste e de outros lugares
que são sempre os mesmos
a minha angústia que volta a sorrir
a vitória dos meus pés cansados
e outro adeus

domingo, 19 de setembro de 2010

tenho a vista envolta em sombra
e não me consigo lembrar
dos nomes que passam... que ficam
o que é real
ou o que é que é isso

the whatever ever land is back
can't get far from it

tenho a certeza que padeço

de uma doença má má

que me faz perder a memória
e a força

sábado, 1 de maio de 2010

quando è que te tornou tao dificil? nem sei de cores, para pintar as unhas. Nem hà cordoes nos sapatos...
So pès velhos que nao se suportam e se recusam a fazer mais
Hà tanto barulho là fora, tantas vozes secas que a chuva afoga
tantas vezes se repetem. tantos dias o mesmo
o mesmo. tantos dias!
o sono
E eu jà nao sei fazer muito mais que isto
jà nao penso em ser mais nada


tenho frio

quinta-feira, 15 de abril de 2010

trago a sombra da palavra morta
em mim